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Artigo de Opinião - 01 - Jornais Grátis
9.28.2007
Antes de mais queria pedir desculpa pela minha ausência. De forma a compensar a minha ausência, venho por este meio escrever a minha insatisfação com os jornais gratuitos que neste momento existem na nossa querida cidade, que é Lisboa.
Muito sinceramente ao princípio até lhe achei uma certa piada - "jornais à borla, grande ideia a partir de hoje vou ter palavras cruzadas todos os dias" (isto sou eu a pensar). Isto era antigamente à cerca de 2 anos quando (ñ sei se ainda se lembram) haviam apenas 2 jornalecos, o Destak e o Metro - boa vida essa, muita palavra cruzada para fazer nas aulinhas (eu ainda a pensar (é que eu penso muito)).

Agora tudo mudou, temos 5 jornais gratuitos - Destak, Metro, Meia Hora, Não me lembro do outro e o de desporto o qual tb ñ me lembro do nome - e todo o santo dia deparo-me com a mesma cena no caminho de casa para o trabalho. Quando passo pelo Cais do Sodré - Ai Cais do Sodré, Ai Cais do Sodré - vêm pelo menos 3 brasileiros (normalmente são brasileiros) impingir o seu jornal.
Atrevo-me a comparar os jornais gratuitos a rosas. A rosas ?! perguntam-se vocês. Sim a rosas. Esta gente mais parece os indianos ou paquistaneses, aos quais damos o nome de monhês, a venderem rosas, patos que deitam a língua de fora e afins. Se repararem bem em cada semáforo estão em média 2 gajos que quase andam à tareia para ver qual deles fica com a fila da direita ou da esquerda.
Hoje, o senhor do Meia Hora deu-me o jornal e eu como bem educado que sou abri a janela e agradeci. Logo atrás vem o senhor do Destak a querer impingir o seu jornal e eu mais uma vez como bem educado que sou disse
- Muito obrigado, mas já tenho um jornal"
e diz-me o senhor com sotaque abriseilardo
- Aí, mas esse é o Meia Hora, não é o Destak, tem a certeza de que não quer levar o Destak? Leve também o Destak."
- Não obrigado mas já tenho um.
- Mas este é o Destak.

Onde é que eu já vi esta cena!!! Se um gajo mudar a zona do Cais para o Bairro, se dum brasileiro passarmos a um monhê e se os jornais passarem a rosas, o paleio é exactamente o mesmo.

Estou farto destes gajos. Morte aos jornais grátis

Sem mais despeço-me com um grande bem haja deste vosso,

Joseph Manias Alenquer Ratzinger das M.A. Lucas
posted by Unknown at 9/28/2007 03:34:00 p.m. | Permalink | 0 comments
finalmente!
9.16.2007
e depois de um ano, eis que chego de férias, volto ao trabalho e ouço o seguinte: "Então, falamos agora com o André? chega lá aqui à sala sff. vais ser contratado!"

ainda não existe data certa mas vai acontecer. sempre tive na cabeça a certeza que isto era impossível. resumindo, a lição que eu tiro disto tudo: em publicidade os génios existem, mas são apenas 1%. os outros 99% (onde eu obviamente me incluo) se trabalharem muito, mesmo muito, mas mesmo mesmo muito, tanto que até chateia um bocadinho, chegam onde quiserem.

sabe bem ver o nosso trabalho reconhcido!
posted by AmanteGato at 9/16/2007 09:37:00 p.m. | Permalink | 2 comments
olá a todos
9.14.2007
Olá a todos, ou olá a alguns.
Venho aqui, para concordar e para discordar do André Terei sempre esta luta eterna com a questão dos prémios, e dos outros e dos globos e dos leões.
Hoje não posso dizer que trabalho em publicidade, trabalho numa agência que também faz publicidade, e boa. Nunca ouvi ninguém aqui falar em prémio desse género que para mim, servem para além do dinheiro apenas para aumentar o ego, falam-se em prémios eficácia que sempre me pareceu mais lógico.
Posso parecer, ou ser ingénua ou até arrogante em relação a isto, mas a publicidade de facto passou-me a perna e para além das pessoas que conheci e com quem trabalhei, os “acima” só pensavam de facto nisso e muitos dos trabalhos recusados tiveram o critério de “não valer para prémio”.
É claro que a questão do prémio pode e é com certeza sinónimo de qualidade, de criatividade e isso é, em última análise o mais importante, mas não consigo sequer conceber a ideia de criar em função de um prémio, não me parece natural.
Sei que sou irritadiça em relação a isso, mas o meio publicidade revelou-se altamente desprovido de valores, e hoje sinceramente arrependo-me de não ter sido mais inteligente quando escolhi o meu curso. Ter-me-ia arrependido se esse curso tivesse sido tirado em qualquer outro lugar, para além do IADE.
Faz agora um ano, que entrei para a Young, aprendi pouco, diverti-me muito, não ganhei nada e adorei lá trabalhar. Entretanto mudei, para melhor, no meu ponto de vista. Recebo, gosto do trabalho e o ambiente é aceitável. Espero até Outubro para saber se passo a contrato e se sou aumentada, senão mudo outra vez. O estágio é a maior praga existente no mundo da comunicação, e a maneira mais injusta de pôr alguém a trabalhar.
Feliz ou infelizmente aqui não tenho espaço para aumentar o meu ego, são todos muito melhores do que eu, irritantemente melhores, mas vou para casa com sensações boas: o meu ordenado, os ensinamentos e acima de tudo, a consciência tranquila.
Quero depois de tudo isto (sempre refilona) dizer, que não estou de maneira ALGUMA a condenar quem trabalha em publicidade, ou se estou, também me incluo. Estou um bocado revoltada com a falta de respeito, o abuso e a desconsideração deste meio, sem ter no entanto nada em concreto para me queixar.
Espero que todos vocês estejam bem, felizes no vosso trabalho e a criar.
Beijinhos enormes a todos.
posted by Maria Ana Ferro at 9/14/2007 05:05:00 p.m. | Permalink | 0 comments