Antes de mais queria pedir desculpa pela minha ausência. De forma a compensar a minha ausência, venho por este meio escrever a minha insatisfação com os jornais gratuitos que neste momento existem na nossa querida cidade, que é Lisboa.
Muito sinceramente ao princípio até lhe achei uma certa piada - "jornais à borla, grande ideia a partir de hoje vou ter palavras cruzadas todos os dias" (isto sou eu a pensar). Isto era antigamente à cerca de 2 anos quando (ñ sei se ainda se lembram) haviam apenas 2 jornalecos, o Destak e o Metro - boa vida essa, muita palavra cruzada para fazer nas aulinhas (eu ainda a pensar (é que eu penso muito)).
Agora tudo mudou, temos 5 jornais gratuitos - Destak, Metro, Meia Hora, Não me lembro do outro e o de desporto o qual tb ñ me lembro do nome - e todo o santo dia deparo-me com a mesma cena no caminho de casa para o trabalho. Quando passo pelo Cais do Sodré - Ai Cais do Sodré, Ai Cais do Sodré - vêm pelo menos 3 brasileiros (normalmente são brasileiros) impingir o seu jornal.
Atrevo-me a comparar os jornais gratuitos a rosas. A rosas ?! perguntam-se vocês. Sim a rosas. Esta gente mais parece os indianos ou paquistaneses, aos quais damos o nome de monhês, a venderem rosas, patos que deitam a língua de fora e afins. Se repararem bem em cada semáforo estão em média 2 gajos que quase andam à tareia para ver qual deles fica com a fila da direita ou da esquerda.
Hoje, o senhor do Meia Hora deu-me o jornal e eu como bem educado que sou abri a janela e agradeci. Logo atrás vem o senhor do Destak a querer impingir o seu jornal e eu mais uma vez como bem educado que sou disse
- Muito obrigado, mas já tenho um jornal"
e diz-me o senhor com sotaque abriseilardo
- Aí, mas esse é o Meia Hora, não é o Destak, tem a certeza de que não quer levar o Destak? Leve também o Destak."
- Não obrigado mas já tenho um.
- Mas este é o Destak.
Onde é que eu já vi esta cena!!! Se um gajo mudar a zona do Cais para o Bairro, se dum brasileiro passarmos a um monhê e se os jornais passarem a rosas, o paleio é exactamente o mesmo.
Estou farto destes gajos. Morte aos jornais grátis
Sem mais despeço-me com um grande bem haja deste vosso,
Joseph Manias Alenquer Ratzinger das M.A. Lucas